WardizonWARDIZON
Kit gratuito

Modelo de Regras de Engajamento para os testes de invasão que você vende.

Seu cliente assina as regras do teste. Nada roda antes disso.

O kit inteiro está nesta página, e a leitura é gratuita — sem e-mail, sem conta. A cópia editável é sua em troca do seu e-mail, abaixo.

Receber o kit editávelVeja como a plataforma impõe isso

Este é um modelo, não é aconselhamento jurídico. Adapte ao seu contrato e, quando o trabalho envolver risco real, peça a leitura de um advogado.

Parte 1 — O modelo de Regras de Engajamento

Um teste de verdade vai tão fundo quanto um atacante iria — e o RoE assinado é o que torna essa profundidade segura. Doze cláusulas. Cada uma está aqui porque a ausência dela é o que transforma um teste de segurança numa discussão. Preencha as lacunas, apague o que não se aplica ao trabalho e mantenha a numeração — seu cliente vai se referir a ela pelo número.

1. As partes

  • Quem executa o teste (prestador): razão social, CNPJ, e-mail do contato técnico.
  • Organização testada (o cliente): razão social, CNPJ.
  • Quem autoriza: nome, cargo e e-mail de quem assina pelo cliente.

Quem assina precisa ter poder para autorizar o teste em nome da organização. O técnico que opera o sistema geralmente não é essa pessoa.

Por que esta cláusula existe: A autorização é a única coisa que separa um teste de segurança de um incidente. Ela tem de vir de quem pode dar, e tem de ficar registrada com nome, e-mail e data.

2. Alvos autorizados

Um por linha, escrito por inteiro. Sem abreviação e sem "e subdomínios".

  • Domínio ou host: exemplo.com.br
  • Endereço IP ou faixa: 203.0.113.10
  • Aplicação ou URL: https://app.exemplo.com.br

A regra que governa o documento inteiro: o que não está nesta lista não está autorizado.

Por que esta cláusula existe: "E tudo mais que for do cliente" é onde moram os acidentes — um host de terceiro que só parece ser do cliente, um IP de hospedagem compartilhada com outras quatro empresas. A lista explícita é a sua defesa.

3. Fora de escopo

  • Hosts e serviços de terceiros — hospedagem, SaaS, provedor de pagamento — que não pertencem ao cliente.
  • Qualquer alvo que não esteja na lista da cláusula 2.
  • Acesso físico às instalações.
  • Engenharia social com pessoas da equipe do cliente.
  • Se for o caso: produção em horário comercial.

Por que esta cláusula existe: Um IP compartilhado é a armadilha clássica: o alvo resolve para um host que também serve empresas que nunca autorizaram nada. Nomear a exclusão é mais barato do que explicá-la depois.

4. Tipo e profundidade do teste

  • [ ] Descoberta de superfície — mapeia o que está exposto, sem explorar falha.
  • [ ] Teste sem credencial (caixa-preta) — a visão que um atacante tem de fora.
  • [ ] Teste com credencial (caixa-cinza) — o cliente fornece acesso de usuário comum, e o teste mostra o que um atacante com esse acesso alcançaria.
  • Exploração controlada? ( ) Não ( ) Sim — autorizada apenas com esta linha marcada: o teste pode explorar falhas confirmadas para demonstrar o impacto que um atacante real causaria, sem destruir dados, sem derrubar serviço de propósito e sem deixar nada para trás, dentro da janela da cláusula 5.
  • Escalada de privilégio permitida? ( ) Não ( ) Sim.

Por que esta cláusula existe: Profundidade é a diferença entre "achamos uma porta" e "nós entramos". Aumentá-la depois é escopo novo, e escopo novo pede um RoE novo assinado — não uma edição neste.

5. Janela de teste

  • Início: ____ / ____ / ______ às ____:____ (fuso)
  • Fim: ____ / ____ / ______ às ____:____ (fuso)

Fora dessa janela, nada roda.

Por que esta cláusula existe: Combine a janela com quem opera o sistema, não só com quem assina. Quem assina raramente sabe que o fechamento mensal roda no terceiro dia útil.

6. Conduta e limites técnicos

  • Taxa máxima de requisições: ______ por segundo.
  • Execuções simultâneas: ______.
  • Identificação nos registros: parte do tráfego carrega o rótulo "______".

Seja honesto sobre a identificação. Algumas etapas usam identificações variadas, inclusive deliberadamente parecidas com um navegador comum ou com uma ferramenta de varredura conhecida, porque parte do que se avalia é justamente como os controles reagem a cada uma. Serviços de rede — SMB, LDAP, SSH, bancos de dados — não têm campo equivalente.

O que separa este teste de um incidente real não é o rótulo no tráfego. É esta autorização e a janela acima.

Por que esta cláusula existe: Sem um teto de taxa combinado, um teste pode derrubar um serviço frágil, e a conversa seguinte é sobre prejuízo, não sobre segurança.

7. O que o teste faz

Descreva na linguagem do cliente, de acordo com o que você efetivamente contratou. Uma base que funciona:

  • Enumerar o que está exposto nos alvos listados.
  • Identificar tecnologias, versões e configurações observáveis.
  • Testar falhas conhecidas, com requisições que comprovam que a falha existe.
  • Quando a cláusula 4 autoriza a exploração, demonstrar o que um atacante real alcançaria — o acesso obtido, os dados ao alcance — e registrar a evidência mínima necessária para comprovar.
  • Registrar evidência de cada achado, para que ele possa ser reproduzido e corrigido.

Por que esta cláusula existe: Um cliente que não sabe o que foi feito não distingue um achado de uma opinião. Esta cláusula é o que sustenta o relatório depois.

8. O que o teste NÃO faz

  • Não tentamos acesso físico às instalações.
  • Não aplicamos engenharia social: ninguém da equipe do cliente é abordado, testado ou enganado.
  • Não instalamos backdoor nem malware, e nada que permaneça além do combinado.
  • Não levamos dados reais de usuários além do mínimo para comprovar a falha.
  • Não testamos alvo que não esteja na cláusula 2.

Por que esta cláusula existe: Prometa apenas o que o trabalho de fato não faz. Uma lista fixa de exclusões nobres, impressa num trabalho que faz o contrário, é o tipo de contradição que o cliente assina sem perceber — e descobre no pior momento possível.

9. Impacto possível — leia esta em voz alta com o cliente

Teste ativo não é observação passiva. Diga isso com todas as letras:

  • Algumas verificações enviam requisições que podem alterar dados nos sistemas testados — por exemplo, enviar um valor de teste para confirmar uma falha de lógica de negócio.
  • Um serviço com pouca folga pode ficar lento ou indisponível durante a janela.
  • Alertas vão disparar no monitoramento e no SOC do cliente. Avise antes, ou alguém vai abrir um incidente contra você.

Por que esta cláusula existe: Essa é a conversa que ninguém quer ter depois. Assinada antes, o incidente passa a ser algo que estava previsto.

10. Regras de parada e contatos

Pare o teste imediatamente em qualquer destes casos: um serviço fica indisponível, há perda de dados, um achado crítico mostra exposição ativa, ou o cliente pede para parar.

  • Contato técnico do prestador: nome, telefone, e-mail — alcançável durante toda a janela.
  • Contato de emergência do cliente: nome, telefone, e-mail.
  • Canal e prazo para avisar achado crítico: ______ (por exemplo: por telefone, em até 4 horas).

Por que esta cláusula existe: Regra de parada que ninguém consegue executar é decoração. Os dois contatos têm de estar alcançáveis durante a janela — ou seja, um celular, não uma fila de tíquetes.

11. Evidência e tratamento dos dados

  • Onde a evidência fica armazenada, e por quanto tempo: ______
  • Quem pode acessá-la: ______
  • Como ela é devolvida ou descartada no fim: ______

Se qualquer parte do processamento acontece em infraestrutura que não é sua — análise, comparação entre avaliações, qualquer coisa que saia dos seus próprios sistemas —, diga aqui, e diga onde. Não escreva "nenhum dado sai do nosso ambiente" se algum dado sai.

Por que esta cláusula existe: Promessa de sigilo que a sua operação não cumpre é a promessa que vai te pegar numa auditoria. A cláusula que te protege é a que descreve o que acontece de verdade, inclusive as partes que você preferiria não mencionar.

12. Validade e assinaturas

  • Esta autorização cobre apenas os alvos da cláusula 2, pelo período da cláusula 5.
  • Validade: ______ dias a partir da data da assinatura.
  • Mudança material — alvo novo, profundidade maior, janela nova — exige um novo RoE assinado.
  • Cliente: nome, cargo, data, assinatura.
  • Prestador: nome, data, assinatura.

Por que esta cláusula existe: Editar um documento assinado destrói a única coisa para a qual ele servia. A assinatura prova o consentimento a um texto específico; mude o texto e você fica com uma assinatura de algo que ninguém aceitou.

Parte 2 — O checklist de pré-voo

Onze linhas para percorrer antes de mandar o documento para assinatura. Cada uma existe porque deixá-la passar é inofensivo até o dia em que não é.

Antes de mandar para assinatura

  • [ ] Cada alvo da cláusula 2 pertence ao cliente, e eu conseguiria provar isso se me perguntassem.
  • [ ] Quem vai assinar tem poder para autorizar em nome da organização.
  • [ ] O e-mail de quem assina pertence à organização do cliente — não é a minha caixa, nem a caixa pessoal de um técnico.
  • [ ] A profundidade da cláusula 4 foi combinada com o cliente — e, se a exploração estiver marcada, até onde ela pode ir e quem a autorizou por escrito.
  • [ ] A janela da cláusula 5 foi combinada com quem opera o sistema, não só com quem assina.
  • [ ] O cliente foi avisado de que algumas verificações podem alterar dados (cláusula 9).
  • [ ] O monitoramento ou o SOC do cliente sabe da janela.
  • [ ] Os dois lados têm um contato de emergência alcançável durante a janela.
  • [ ] O teto de taxa da cláusula 6 é compatível com o que o ambiente aguenta.
  • [ ] O fora de escopo (cláusula 3) nomeia todo host de terceiro que divide endereço com um alvo.
  • [ ] Se o escopo mudar, eu emito um RoE novo em vez de editar este.

Depois de assinado, guarde quatro coisas

  • O documento assinado em si.
  • A data e a hora da assinatura.
  • O e-mail de quem assinou.
  • Uma cópia imutável do escopo como ele estava naquele momento.

Esses quatro são o que responde à pergunta "quem autorizou este teste?" meses depois, quando quem assinou já saiu da empresa e só resta o seu registro.

Por que esta cláusula existe: O quarto é o que todo mundo esquece. Uma assinatura presa a um escopo que foi editado depois não prova absolutamente nada.

Parte 3 — O e-mail para mandar ao seu cliente

Copie, preencha os campos entre colchetes, envie. É curto de propósito: os três pontos abaixo são exatamente aqueles sobre os quais os clientes voltam com dúvida.

Assunto: Autorização para o teste de segurança — [nome do cliente]

[Nome],

Antes de qualquer teste, preciso da sua autorização por escrito. Em anexo (ou no link abaixo) estão as Regras de Engajamento: o que vai ser testado, quando, com que limites, o que não vai ser feito e qual o impacto possível.

Três pontos que eu gostaria que você lesse com atenção:

  • A lista de alvos. Só o que está nessa lista será testado. Se faltar algo, ou se houver algo que não é seu, me diga antes de assinar.
  • A janela. O teste roda entre [data e hora] e [data e hora]. Fora disso, nada roda.
  • O impacto. O teste é ativo: algumas verificações enviam requisições que podem alterar dados — por exemplo, um valor de teste para confirmar uma falha de lógica. Um serviço com pouca folga pode ficar lento durante a janela, e o seu monitoramento vai gerar alertas.

Se estiver de acordo, assine [no link / no documento] e me devolva. Nada começa antes disso.

Qualquer dúvida, me ligue em [telefone] — estou disponível durante toda a janela do teste.

[Assinatura]

Parte 4 — Quando o documento é a trava, e não um anexo

Tudo acima funciona no papel, e é no papel que normalmente quebra: o escopo é editado depois da assinatura, a janela foi combinada numa conversa de chat, e seis meses depois ninguém consegue dizer o que exatamente foi autorizado. Esta parte descreve como as mesmas doze cláusulas se comportam quando uma plataforma as impõe. Ela é factual de propósito — este kit foi escrito para ser repassado ao seu próprio cliente, então não vende nada.

Como a Wardizon impõe isso

  • O prestador monta o escopo no console e envia o pedido de autorização. O link de assinatura vai ao endereço do aprovador que o prestador indica, e o prestador declara que esse endereço pertence ao cliente.
  • O cliente abre o documento — alvos, avaliação, o que será e o que não será feito, perímetro, conduta, impacto possível, tratamento dos dados, validade — e assina online. O link de assinatura vale 60 minutos.
  • A plataforma exige um RoE assinado antes de iniciar um teste. Não existe caminho que rode um teste sem ele.
  • A plataforma executa apenas a profundidade que o documento assinado autoriza — inclusive se a exploração é permitida ou não.
  • O escopo assinado é congelado num resumo imutável, e é esse resumo que entra no hash do documento e no hash da assinatura. Mudança material pede um RoE novo, não uma edição.
  • Nos planos pagos, as execuções dentro de cada RoE assinado são recorrentes: até 30 ao longo dos 30 dias de validade, e no máximo uma por dia.
  • O relatório leva a logo do prestador, com "Powered by Wardizon", em todos os planos. Cada achado mostra o caminho que um atacante tomaria e a correção que o fecha — é do relatório que sai o plano de remediação.

Por que esta cláusula existe: A cláusula 12 é a que uma plataforma consegue cumprir e um PDF não. Uma assinatura amarrada por hash a um escopo congelado não pode ser silenciosamente ampliada depois — que é exatamente a falha que este documento inteiro existe para prevenir.

O texto de tratamento de dados que o cliente assina

Reproduzido como está hoje na página de assinatura, porque a cláusula 11 só vale o tanto que for honesta:

"Os achados ficam armazenados na plataforma Wardizon. Quem conduz o teste, a sua organização e, para suporte e auditoria, a Wardizon podem acessá-los. Para conduzir a avaliação, analisar os achados e compará-los entre avaliações, os dados desta avaliação — como alvos, tecnologias detectadas, evidências e achados — são processados na infraestrutura da Wardizon, no Brasil, e na de suboperadores, nos EUA. A lista de suboperadores está disponível sob pedido a quem conduz o teste. Os dados de cada organização são isolados dos das demais, e o acesso à plataforma é feito por conexão protegida (HTTPS)."

Note o que ele não diz. Ele não promete que nenhum dado sai, e não promete que nenhum achado é compartilhado — porque a análise e a comparação entre avaliações de fato processam dados em suboperadores. Uma versão anterior deste texto fazia essa promessa, e ela foi removida por ser mais larga que a verdade. É esse o padrão a que a cláusula 11 pede que você se submeta.

Leve a cópia editável

Um .docx formatado, que abre pronto para adaptar no seu editor — e uma versão em texto puro (Markdown) para colar no formato em que os seus contratos já vivem.

Usaremos seu e-mail para enviar o kit e, depois, alguns e-mails sobre RoE e a Wardizon. Você pode sair a qualquer momento pelo link em cada e-mail. Veja a Política de Privacidade.